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FICA ATÉ CHATO TANTAS COMPARAÇÕES COM PELÉ...
Gol de paradinha de Pelé. Gol de letra de Pelé. Gol de placa de Pelé. Diz a regra do jornalismo sensato, que devemos evitar maiores comparações. Mas, o esporte é paixão pura, e o torcedor por consequência - um ser passional. O gol de paradinha a que eu me refiro foi a cobrança de penalti, maiúscula, do garoto Neymar contra o experiente Rogério Ceni. Neymar está cada vez mais esperto, mais maduro, demonstrando uma personalidade de craque, como poucos. Foi o gol que abriu caminho para a vitória do Santos sobre o São Paulo pelo Campeonato Paulista. E abriu o caminho para a eterna discussão: paradinha pode? O gol de letra foi o de Robinho, de volta ao time de Vila Belmiro. Um show! Mais uma vez, Rogério Ceni viu a bola passar sem poder fazer nada. E o gol de placa foi o de Neymar no jogo de meio de semana contra o Santo André. Então, o que mais falar desses artistas, de uma tempestade de lances lindos, de um tsunami de emoções? Claro que os "seca-pimenteira" vão encontrar mil defeitos, vão dizer que paradinha é proibido, que o sucesso de Neymar é passageiro, que Robinho é um blefe, etc, etc, etc. Azar deles, e o mundo está cheio desses pessimistas. Enquanto isso, o raio continua caindo, caindo, caindo no bairro de Vila Belmiro, na lindíssima cidade de Santos. Aloha!
Escrito por Cacá Fernando às 11h01 PM
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QUANDO O RAIO CAI QUATRO VEZES NO MESMO LUGAR
A semana termina com um saldo de muita chuva e enormes alagamentos em São Paulo. Pior que a água acumulada nas ruas e avenidas, que destruiu casas e matou gente, foi a quantidade inédita de raios. A explosão da descarga elétrica em número jamais visto, desafia as leis da física. Aprendemos na escola: um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Será? Parece que no caso específico do Santos Futebol Clube, a história é diferente. Chegou a vez do menino Neymar, que ao lado de Paulo Henrique Ganso, vem barbarizando. Contra o Santo André, Neymar fez mais um gol antológico, daqueles de se guardar para sempre na memória. Foram três fintas secas nos zagueiros, que foram sendo derrubados um a um, como se derrubam pinos de boliche. Neymar trocou de perna três vezes, até o arremate fatal de direita, fazendo a bola passar por entre as pernas do último zagueiro, e tirando a bola do alcance o goleiro do time do ABC. Um espetáculo! Já há quem defenda Neymar na Seleção de Dunga, rumo à Copa de 2010. O garoto que acaba de completar 18 anos, seria o vigésimo terceiro jogador. Como era Pelé, aos 17 anos na Copa de 58. Junto com Coutinho, Pepe e companhia, a "geração Pelé" foi o primeiro raio a cair na Vila Belmiro. No final dos anos 70, o técnico Formiga ajudou a formar a "geração dos Meninos da Vila", com Nilton Batata, Juary, Pita e João Paulo. Foi o segundo raio. E o terceiro surgiu nos anos 2000 com a "geração Diego-Robinho", que faturou dois Campeonatos Brasileiros. Amanhã contra o São Paulo, a estréia de Robinho ao lado de Neymar chega a assustar o tricolor paulista. Não será fácil parar a nova dupla do futebol brasileiro, assim como era quase impossível brecar Robinho-Diego, Juary-Pita, Pelé-Coutinho. O que não se sabe ainda, é se este "quarto raio" poderá colher frutos do que estará sendo plantado em curtíssimo espaço de tempo. Haveria tempo para se conquistar o Paulistão, e a Copa do Brasil? Depois da Copa do Mundo, Robinho deve voltar ao seu City; e Neymar ser negociado com algum time Europeu. Então, só nos resta esperar o quinto raio...
Escrito por Cacá Fernando às 12h13 PM
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UMA SEMANA REAL. E SALVE A MONARQUIA DO ESPORTE!
De volta ao Pacaembu, Palmerias e Corinthians fizeram um clássico interessante, mas de apenas um gol. Foi de Jorge Henrique, ainda no primeiro tempo, com expulsão do "rei do carrinho" Roberto Carlos. Bem expulso por sinal. Roberto Carlos - em fase decadente, desaprendeu a jogar futebol na Turquia. No Maracanã, deu Flamengo num FlaFlu sensacional. O Flu vencia por 3 a 1, mas no segundo tempo veio a virada com show de Adriano - o rei dos três gols, e Vagner Love - o rei do amor. Petkovich - o rei das cobranças de falta, pode deixar o clube da Gávea. E a semana - com a volta triunfal do astro-rei, começou brilhante no estádio de Vila Belmiro. E o maior reforço do Santos para a temporada veio do céu, a bordo de um helicóptero. Pelé, o Rei do futebol, abriu a porta da aeronave para as boas-vindas a Robinho, o rei do drible. Foi uma recepção calorosa, literalmente. E na Austrália, o rei das quadras Roger Federer faturou seu 16o. Grand Slam, o maior vencedor da história do tenis. E foi na terra dos cangurus que surgiu um novo reizinho, que pode imperar na terra de Guga: o alagoano Tiago Fernandes, campeão do torneio juvenil. Os reis estão de volta, na monarquia do esporte mundial.
Escrito por Cacá Fernando às 12h55 PM
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E VALE MESMO TODO O BARULHO PRA ROBINHO?
O retorno de Robinho ao Brasil, pode ser visto como uma jogada de marketing no mínimo estranha por parte do Santos F.C.. Primeiro que o astronômico salário do jogador – que deve chegar a meio milhão de reais, não combina com a política de contenção de gastos da nova diretoria, que limitou o teto em 120 mil reais por mês. Então você pode argumentar que o Clube não irá desembolsar nenhum centavo, cabendo às empresas contratantes os gastos com o jogador. E eu vou rebater: e o ciúme no elenco? Se você conhece bem a raça dos boleiros, sabe do que eu estou falando. E a fogueira das vaidades para conter as “estrelas”? Será que o caso Vagner Love-Palmeiras não serve como bom exemplo? Segundo: este Robinho marrento que vemos nas fotos, não é o mesmo daquele jogador humilde que começou em São Vicente, e encantou o mundo nos títulos brasileiros de 2002 e 2004 pelo time da Vila. Era Robinho, mais Diego, mais Renato, mais Elano, mais... Agora a realidade é outra. Você já viu o novo visual do craque? E o jeitão de malandro do sujeito? Terceiro: quando o jogador saiu do Santos para jogar na Europa, falou-se muito na falta de segurança do país, que culminou com o seqüestro da mãe do atleta. E agora, as coisas melhoraram em termos de segurança pública? Como dar segurança a um milionário exposto publicamente em treinos e jogos? Quarto: a experiência de Robinho no Real Madri e no Manchester City foi de mal a pior, e os dois clubes se arrependem até hoje de tê-lo levado. Robinho tornou-se um abacaxi. Em duas Olimpíadas, o jogador – grande esperança de gols e medalha, foi um verdadeiro fracasso. Terá de provar qualidade superior nos próximos jogos, se quiser garantir vaga na Seleção que irá à Copa da África. Lembre-se que: malabarista da bola está com os dias contados no futebol. Não se contrata mais craque pirotécnico, que joga só para si. O que se quer é um jogador habilidoso, inteligente, e que jogue para o time, pois como admite o próprio Pelé, ninguém faz sucesso sozinho num esporte coletivo. Nem ele. Quinto e último: haverá pouquíssimo tempo de contrato, seis meses no papel, mas apenas quatro meses de bola. Com a Copa do Mundo, o calendário deste ano está reduzido, e os campeonatos locais serão paralisados por causa do grande evento. Por estas e outras, que acho estranho o marketing que tentam criar em torno do jogador. Reflito se vale mesmo todo este barulho. E sobre o São Paulo – que estaria atravessando o negócio, já era de se esperar. Não é a primeira e nem será a última vez que o clube do Morumbi faz isso. Nem vale a pena comentar...
Escrito por Cacá Fernando às 11h32 AM
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REPORTERES SEM CAMPO. E O CAMPO SEM REPORTERES
O Campeonato Paulista deste ano começou com uma novidade: os repórteres de campo estão proibidos de trabalhar no gramado. A Federação insiste na tese que tal norma já existe nas Copas do Mundo, Européia, e até na Libertadores. Quebra-se assim uma longa tradição em que as rádios “faziam meta”, colocando repórteres atrás dos gols. Nomes como José Paulo de Andrade, Juarez Soares, Cândido Garcia, Geraldo Blota, Sílvio Luiz, e Fausto Silva, fizeram história na comunicação esportiva. A Jovem Pan abriu intensa campanha contra a FPF em chamadas constantes na programação. E o que está por trás desta decisão tão radical? Três coisas. Primeiro: os interesses da televisão. Há algum tempo que a TV Globo queria “campo limpo” para mostrar o jogo, os jogadores, e principalmente seus patrocinadores. É a Globo quem paga tudo, e por linhas retas e tortas mantém os clubes do futebol brasileiro. Segundo: as rádios nunca pagaram nada, nem direito de transmissão, e nem direito de arena aos atletas. Pior: muitas emissoras “pirateiam” as imagens, e transmitem os eventos dos próprios estúdios. Isto é uma vergonha. E muitos profissionais de rádio ainda criticam coisas que acontecem, como horário dos jogos, por exemplo. Terceiro: de uns tempos para cá cresceu assustadoramente e sem controle o número de mídias. Há sites em profusão e emissoras de rádio de todos os lugares da capital e do interior que entopem os estádios. Foi-se o tempo onde havia apenas quatro ou cinco emissoras. Hoje há microfones de tudo quanto é “entidade jornalística”, seja dentro de campo ou nas tribunas destinadas à imprensa. Virou praga, com todo respeito aos companheiros. Na verdade, a tarefa de se entrevistar jogadores individualmente está restrita há mais de uma década às emissoras de televisão. Inicialmente foi criada a “zona mista”, onde os jogadores passam por uma espécie de corredor polonês, nas entradas e saídas dos estádios, e a maioria não atende aos apelos dos repórteres. Usam seus I-pods, e só conversam quando e com quem querem. Preferem ouvir pagode em seus vistosos fones-de-ouvido. Pura encenação, e isto vem funcionando em Copas do Mundo, principalmente quando o time perde. E após os jogos, os assessores dos times escolhem aqueles que querem falar, e os levam a um auditório improvisado, onde os patrocinadores são mais importantes do que as palavras do entrevistado. Organizada a bagunça, cada repórter só pode fazer uma única pergunta sem direito à réplica. Como radialista e jornalista de rádio e televisão há mais de 30 anos, confesso odiar as entrevistas coletivas, pois são improdutivas, e só garantem o benefício de quem estiver no púlpito. E sobre a “limpeza dos gramados”, por mais que tenha refletido nos últimos dias, não tenho opinião formada sobre o tema. Não é meu feitio ficar sobre o muro, como se diz na gíria. Mas, o que mais me incomoda, é a quantidade absurda de rádios e sites inexpressivos, por mais democráticos que sejamos. Como resolver isto? Talvez um credenciamento mais apurado, e cobrança de taxas de transmissão, pudessem resolver o problema, e devolver às grandes emissoras a liberdade de expressão. Mas no fundo, quem é que vai querer pagar por isso? Duvido que alguém queira dividir as cotas com as TVs, que pagam pelo espetáculo. Como diz a música, nada do que foi, será de novo do jeito que já foi um dia...
Escrito por Cacá Fernando às 8h24 PM
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FUI E VOLTE A PASÁRGADA. E VESTI A CAMISA 9 DE COUTINHO.
Não é todo dia que nós, simples mortais, temos a oportunidade de estar bem próximos à Vossa Realeza. Ontem, parafraseando Manuel Bandeira, eu fui e voltei à Pasárgada! E posso dizer com boca cheia, que por mais de uma hora, fui o amigo do Rei. Depois de três meses de tentativas insistentes por e-mail, e muitos contatos telefônicos, finalmente consegui me encontrar com Pelé. O objetivo da entrevista, absolutamente informal e descontraída, foi a biografia do centro-avante Coutinho, livro que estou concluindo. Para os mais jovens, Coutinho foi o eterno parceiro de Pelé nos ataques mágicos do Santos e em tabelinhas inigualáveis. Foi a maior dupla do futebol em todos os tempos, apesar de Pelé reconhecer o valor de todos os demais parceiros de ataques memoráveis, como Garrincha, Dorval, Pagão e Pepe. Na verdade, esta talvez tenha sido a quinta ou sexta vez que pude bater papo com o Rei. Porém, foi a primeira entrevista exclusiva, onde Edson Arantes – o cantor, está em estúdio de gravação preparando seu novo CD. A música é o maior hobbie do Rei do futebol, homem de agenda lotada, e dezenas de passaportes. Poucos no mundo viajam tanto para o exterior como ele. Na data marcada, cheguei no estúdio de gravação no bairro do Itaim em São Paulo meia hora antes do combinado, e confesso, estava um pouco tenso. Nada podia dar errado, e torcia para encaixar as perguntas certas na hora certa. E principalmente: não esquecer nenhum detalhe. Eis que Edson, perdoe-me a tal intimidade, parou todas as tarefas que estava realizando, e com muita gentileza e simpatia gravou para mim um longo material. Falou de sua época de adolescente quando ambos chegaram à Baixada Santista, e foram morar na pensão da dona Georgina; falou da frustração de não terem jogado juntos na Seleção campeã em 1962 - pois Coutinho estava machucado; falou das briguinhas e brincadeiras dentro de campo; falou como era divertido jogar futebol e aniquilar um a um de seus adversários. Pelé disse textualmente, que deve 50% de seus gols à parceria, e à inteligência de seu companheiro da camisa 9. E ao final do bate papo, escreveu um comovente e exclusivo bilhete, chamando Coutinho de irmão, e agradecendo a Deus por tê-lo colocado no caminho. Certamente foi uma tarde que jamais esquecerei. Em tempo: Pelé revelou que poderemos ser companheiros de microfone durante a Copa da África do Sul daqui a quatro meses pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação. Aí sim, minha viagem à Pasárgada estará completa. E poderei dizer que um dia, eu também vesti a camisa de Coutinho.
Escrito por Cacá Fernando às 9h21 PM
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O CONDENADO E O ABSOLVIDO
O ano da Copa se inicia com dois assuntos interessantes. Primeiro, o plano descabido da Confederação Africana de Futebol em realizar a Copa das Nações no ano mais importante da história de seu calendário. Nigéria, Argélia, Costa do Marfim, Gana e Camarões, as seleções que disputarão o Mundial em junho, estão completamente expostas às criticas, quando neste momento deveriam estar resguardadas para o evento principal. Sorte mesmo teve a Africa do Sul que não se classificou, e tem mais tempo para amistosos e preparativos do time de Carlos Alberto Parreira. O segundo assunto - e este sim é preocupante, trata-se do caso Thierry Henry. Você se lembra que o francês ajeitou a bola com a mão - por duas vezes, no lance que resultou no gol de Gallas e desclassificou a Irlanda da Copa? A França foi beneficiada (e classificada), e ontem a FIFA deu como veredito final a inocência de Henry. Seria como se Dick Vigarista - do alto de sua malandragem, resolvesse sacanear a todos que aplaudissem suas pequenas falcatruas. Lembre-se que o famoso "jeitinho brasileiro" é rejeitado há muito tempo, e os homens de bem não tem nenhum orgulho de trapacearem seus semelhantes. Assim, não há fair play que resista. Porém, nesta discussão, eu colocaria o gol de Maradona - la mano de Dios - contra a Inglaterra na Copa de 86 no México, como algo fora de contexto. Isso porque a Argentina defendia suas Ilhas Malvinas dos ataques ingleses, sem que a ONU desse ganho de causa ao país sul-americano. Então, uma sacanagem a mais, e outra a menos naquele momento, não faria qualquer diferença. Além do mais, três minutos depois, Dieguito fez um gol mágico, antológico, de placa, driblando meio time britânico e entrando com bola e tudo no gol de Shilton. É por essas e por outras, que Henry tem que ser condenado. E Maradona - mesmo a contra-gosto, absolvido. O que eu disse, repito. Sem refutar.
Escrito por Cacá Fernando às 10h50 AM
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TUDO NOVO DE NOVO: COMEÇA A TEMPORADA 2010
E a temporada esportiva 2010 finalmente começou. E quente. Enquanto na Fórmula 1 as equipes se afinam para o início de um Campeonato que promete – com Massa e Alonso na Ferrari e a volta de Schumacher – agora na Mercedes, a Indy define o circuito de rua de São Paulo. A corrida será mesmo no Sambódromo do Anhembi, passando pela Marginal Pinheiros e pelas proximidades do Campo de Marte. O desafio é sabermos se o trânsito já caótico da cidade irá suportar este novo desafio. No tênis, começam as emoções do primeiro Grand Slam do ano, o ATP da Austrália. Nadal e Federer defenderão suas posições no ranking diante do sérvio Novak Djorkovic e do gigante russo Nikolay Davidenko. No futebol internacional, a Alemanha retorna às atividades com o melhor certame da Europa. A Bundesliga fechou o primeiro turno no ano passado com a média extraordinária de 42 mil torcedores, mesmo com muita neve e frio. Como todos venceram na primeira rodada do returno, o Bayer Leverkusen – ainda invicto é o líder. Na Inglaterra, o Chelsea – sem Drogba que disputa a Copa das Nações Africanas por Costa do Marfim, lidera a Premier League. Na Espanha, o Barcelona de Messi segue na frente, enquanto na Itália, o Milan do técnico Leonardo bateu o Siena por 4 a 1 e três gols de Ronaldinho – que deseja voltar à Seleção. Só Dunga saberá qual o futuro de seu conterrâneo gaúcho. E no futebol doméstico, o inicio do campeonato Paulista com empate do Corinthians diante do Monte Azul por 1 a 1, e vitória da Portuguesa sobre o São Paulo – de virada, por 3 a 1. Ontem o Palmeiras goleou o Mogi por 5 a 1 e foi o destaque da rodada com Diego Souza e Cleiton Xavier. Goleada do Santos sobre o Rio Branco no Pacaembu por 4 a 0 onde Paulo Henrique Ganso e Neymar foram os destaques. O torcedor santista já sonha com uma nova dupla de ouro, assim como Juary e João Paulo, ou Diego e Robinho. Ainda é muito cedo para pensar em Pelé e Coutinho... Os torcedores continuam aguardando os melhores reforços de seus times, que ainda não estão formados com toda a plenitude. É só aguardar, e torcer.
Escrito por Cacá Fernando às 7h11 PM
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A HORA DO MELHOR TENIS DO MUNDO
A temporada de 2010 do tênis internacional começou quente no último fim de semana. Em Doha no Catar, os melhores do planeta disputaram o primeiro torneio do ano rumo ao Australian Open. O melhor jogador de todos os tempos - Roger Federer, e o número dois da ATP Rafael Nadal, chegaram às semifinais, e quem imaginava mais uma decisão entre ambos se enganou. Nadal avançou às finais, mas Federer parou diante do gigante russo Nikolay Davidenko. E no jogo decisivo, após perder o primeiro set por 6/0 e ter dois match points contra, Davidenko – campeão do Masters de Londres no final de 2009, venceu o torneio dos Emirados Árabes. E vem forte para levar o primeiro Grand Slam da temporada, com um saque arrasador superior a 200km/h e com precisão de 90% de acerto. Davidenko poderá ser o novo fenômeno do circuito. Por outro lado em Brisbane, o brasileiro Thomaz Bellucci parou nas quartas-de-final, mas subiu no ranking da ATP e agora é o número 34. O objetivo do brasileiro para este ano é ficar entre os 25 melhores jogadores. Assim, assumiria definitivamente o posto deixado por Gustavo Kuerten, desde que Guga se aposentou. Nossa torcida é que a partir de agora, algo seja feito para que o tênis brasileiro volte ao cenário internacional, pois ultimamente, o esporte da raquete tem decepcionado a todos em solo tupiniquim.
Escrito por Cacá Fernando às 7h18 PM
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FELIZ ANO DE COPAS DO MUNDO! COPAS SIM...
Bem-vindo ao ano da Copa. Das Copas. Estamos em contagem regressiva para o Mundial da Africa do Sul. Neste momento, o único sujeito preocupado com a história é o técnico da Seleção Brasileira, que precisa preparar bem o time. Se o Brasil vai ser campeão pela sexta vez, ninguém sabe. Acho difícil, pois oficialmente na FIFA ninguém gostaria de ver a Seleção Brasileira campeã neste momento, pois o próximo mundial será aqui. Jogando em casa, dificilmente o desastre de 1950 se repetirá. Há um ditado que diz que dois raios não caem no mesmo lugar. Será? Na verdade, nesta primeira coluna do ano, trago um quê de preocupação, mesmo sem ser Dunga. Não pela Copa deste ano, mas pelo evento que iremos sediar em 2014. Não há noticias de obras pelo país visando o grande evento, obras que não se resumem a construção ou reforma de estádios. Estou falando de tudo, incluindo metrôs, ruas, avenidas, estradas, estacionamentos, hotéis, aeroportos, trem-bala, etc, etc, etc. E aí, como ficamos? Não ficamos. Os atrasos e o “jeitinho brasileiro” parece que vão continuar infinitamente. Nós nunca aprendemos. É fácil no Brasil os políticos abrirem os cofres públicos às vésperas do desespero, e próximo ao prazo final para a construção das obras. Ficamos nas mãos das empreiteiras e dos “cheques em branco, pois é para o bem do país”, diria algum político animado. Balela. Estive na Bienal de Arquitetura realizada em novembro em São Paulo, e fiquei absolutamente decepcionado ao ver o stand da Expo Copa 2014: fotos e painéis às escuras, apenas uma maquete (do Morumbi), raríssimo material de maquetes em computação gráfica, e ninguém para dar as boas vindas aos visitantes. Um descaso. Lembre-se que a Copa das Confederações acontece um ano antes, em 2013, quando todos os aparelhos deverão estar prontos. E convenhamos: chega de maquetes! Agora é preciso arregaçar as mangas e trabalhar. Em 1950, para quem não sabe, houve a necessidade de vir ao Brasil às pressas e de última hora, o presidente da Confederação Italiana de Futebol para salvar o nosso evento, pois as obras estavam atrasadas. Tudo igual, e aqui no Brasil, só no Brasil, a história se repete, e o raio pode cair duas vezes no mesmo lugar, por irresponsabilidade politico-administrativa. Juro que não queria ver isso. Ainda mais sabendo que dois anos depois, seremos a casa dos atletas e esportes Olímpicos. Que os deuses me façam estar completamente enganado. Feliz ano para você.
Escrito por Cacá Fernando às 6h19 PM
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