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CIELO: SIMPLY THE BEST!
Cesar Cielo encerra a temporada 2009 como o nadador mais rápido do mundo nas duas provas de ponta. Hoje no Esporte Clube Pinheiros em São Paulo, pulverizou novamente a marca dos 50 metros livre com o tempo de 20s91, três centésimos abaixo do francês Fred Bousquet. Nos 100m livre Cielo mantém a marca conquistada em Roma no meio do ano, com o tempo de 46s91. É um dos poucos nadadores a ficar abaixo dos 21 segundos nos 50m, e 47 segundos nos 100m. E também é o atual campeão Olímpico nos 50 metros. Cielo tem a incrivel capacidade de unir o físico e o mental como poucos atletas deste planeta. E este é o diferencial que notabilizou Senna, Schumacher, Phelps, Bolts e outros monstros do espote mundial. Tratava-se ainda da última oportunidade para ele cumprir o feito utilizando os supermaiôs, que a partir da próxima temporada serão banidos da natação. Com bermudas, os tempos devem aumentar consideravelmente. Desde fevereiro de 2008 o nadador australiano Eanon Sullivan (WR 21s56) e o francês Alain Bernard (WR 21s41) travaram uma batalha sensacional nos 50m e nos 100 livre. Bernard quebrou 2 vezes o recorde mundial nos 100m em apenas 24 horas. Os índices assustaram os mais conservadores, mas a explicação estava nos novos maiôs LZR da Speedo, sem costuras e com alta compressão dos músculos e genitais, reduzindo o atrito na água. Nos Jogos Olímpicos de Pequim Sullivan quebrou o recorde dos 100m durante o revezamento 4x100m com a marca de 47s24. Porém, nas semifinais dos 100m livre individual, ambos bateram suas marcas: Bernard fez 47s20, e na sequência Sullivan marcou 47s05, próximo a ser o primeiro a nadar abaixo dos 47s! Na prova dos 100m Bernard venceu com 47s21 e Sullivan foi o 2º. com 47s32. Cielo e Jason Lesak chegaram juntos em 3º. com 47s67. Porém, de lá para cá o brasileiro continuou treinando sério, focado, escrevendo em pequenos papéizinhos amarelos sua ambições e marcas que deveria quebrar. O que se sabe é que agora, Cielo - que já faz parte do hall da fama dos maiores esportistas brasileiros, poderá entrar para a história como o maior recordista de todos os tempos, pois como dissemos, os recordes - ao invés de cair devem subir em 2010. Como diz a música, nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia... Parabéns Cielo, you are the best!!!
Escrito por Cacá Fernando às 4h42 PM
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QUANDO PELÉ E COUTINHO VESTEM SAIAS
Seria inimaginável pensarmos que a dupla-dinâmica Pelé-Coutinho pudesse ser revivida nos tempos atuais. Em tese, ninguém nesse planeta dos deuses poderia repetir o feito memorável dos dois maiores parceiros que o futebol já viu. Ledo engano: Pelé e Coutinho estão de volta no Santos e na Seleção Brasileira. Quem disse que dois raios não caem duas vezes no mesmo lugar? E melhor: vestindo saias! A dupla é revivida por mulheres, que atendem pelos nomes de Marta e Cristiane. De um lado o talento inigualável da alagoana Marta, a rainha do futebol (assim como Pelé foi o Rei), e que também joga com a camisa 10. Foi premiada pela FIFA como a melhor jogadora do mundo em três oportunidades consecutivas: 2006, 2007 e 2008, e poderá ser novamente escolhida este ano. Tem duas Bolas de Ouro e uma chuteira de ouro, além de duas medalhas de prata conquistadasnos Jogos Olimpicos de Atenas e Pequim. É a "Pelé de saias", como fora apelidada. De outro a oportunista Cristiane, artilheira de primeira e que dificilmente perde as melhores oportunidades criadas por sua companheira. Quando as bolas caem nos pés ou na cabeça de Cristiane, pode correr para o abraço que é gol na certa! Também participou das Olimpiadas e dos últimos Panamericanos e concorre a melhor jogadora em 2009. No Pan do Rio de Janeiro em 2007, Cristiane foi um dos grandes destaques do time. A camisa 11 anotou oito gols, sendo dois na final contra os Estados Unidos, e ficou na vice-artilharia, somente atrás da companheira Marta, que teve 13 gols no torneio. O Brasil foi ouro no Pan com Maracanã lotado em plena quarta-feira. Então, como falei: dificil encontrar alguém que substitua Pelé-Coutinho no futebol. Masculino pelo menos. Pois no feminino já encontramos Marta e Cristiane, e que dificilmente terão concorrentes a altura, assim como as deusas do basquele Paula e Hortencia.
Escrito por Cacá Fernando às 1h59 PM
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COMO O PROFESSOR BELLUZZO FOI CONTAMINADO PELA MEDIOCRIDADE
Burocratas e tecnocratas. Nossa sociedade está repleta desses personagens arquetípicos. Sempre esteve, na política principalmente. Porém, nem sempre a vida prática reflete o que doutores obtiveram em suas graduações acadêmicas nas melhores universidades brasileiras e do exterior. Para os filósofos gregos antigos, a práxis era tão ou mais importante que a teorética. Na verdade uma depende da outra. Assim, a palavra “práxis” pode ser traduzida como um processo pelo qual uma teoria é executada, se convertendo em parte em experiência vivida. Por que uso tantos argumentos vagos? Para tentar explicar como um professor doutor respeitabilíssimo em Direito, Economia e Ciências Sociais acabou contaminado pela truculência verbal e pela mediocridade clubística, lugar comum dos seres despreparados e iletrados. Não deveria ser este o campo do professor Luiz Gonzaga Belluzzo, homem fundamental na vida intelectual deste país. Beluzzo sempre foi sinônimo de uma pessoa equilibrada, mesmo nos anos de chumbo e nos grandes revezes dos pacotes econômicos dos anos 70, 80 e 90, além de sua indesmintível cultura e educação. Quando foi empossado presidente do Palmeiras no final de janeiro deste 2009, todos comemoraram sua vitória, esportistas ou não, palmeirenses ou não. Descortinava-se a possibilidade de que novos ares fossem soprados, a partir do bairro da Água Branca. O iluminismo e o renascentismo estavam finalmente dando lugar às trevas da ignorância e da incompetência instalada há anos na hoste esportiva. Com Belluzzo no poder, o futebol seria nivelado por cima. E o torcedor do Palmeiras era considerado o mais feliz do mundo por ter como presidente um verdadeiro lorde da diplomacia. Até surgir o árbitro gaúcho Carlos Eugênio Simon no caminho do presidente-diplomata no inicio de novembro. No jogo contra o Fluminense na eminência de ser rebaixado, Simon errou feio ao anular o gol legítimo de Obina e não marcar um penalti em Danilo. Mas o presidente-diplomata extrapolou. Perdeu o controle sobre sua língua (chamou-o de “vigarista, safado e crápula”), e sobre a irracionalidade absurda de sugerir que Simon sofresse um corretivo físico, quase convidando a sua Mancha Alviverde a linchá-lo publicamente. Jamais se retratou sobre o ocorrido. O árbitro gaúcho – que por linhas tortas vai pra sua terceira Copa do Mundo, entrou com uma queixa-crime na CBF contra as acusações de má fé. O presidente foi punido e afastado temporariamente do cargo pelo STJD. Mas a via-crucis não terminou por aí. Semanas depois, eis que aparecem imagens de Belluzzo na internet falando sobre os “bambis”, apelido preconceituoso dado aos sãopaulinos. Dizia na escola de samba da torcida Mancha: “Vamos matar os bambis”, na época em que o time alviverde liderava o Campeonato. Não houve como contornar a gafe, e o dito ficou pelo não-dito. Sãopaulinos o odiarão eternamente. E o Palmeiras afundou como o Titanic no Brasileirão. E ontem, em mais uma tentativa desesperada e frustrada de defesa diante de tantos microfones dos repórteres paulistas na reunião do G4 (Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos), veio a frustração foi coletiva. Perguntado sobre a dissolução da diretoria de futebol e da demissão do técnico Murici Ramalho, Belluzzo se negou terminantemente a falar, insinuando conduta desrespeitosa dos jornalistas. E em Minas ao assumir o Atlético, o técnico Wanderley Luxemburgo fez várias acusações contra o presidente do time de Parque Antártica. Hoje porém, pensando com meus botões, acho que a pena imposta pelo Tribunal da CBF será benéfica e terapêutica. Ainda como esportista tenho a esperança – do fundo da alma, que o professor Belluzzo, homem a que não conheço pessoalmente (apesar de tê-lo entrevistado inúmeras vezes na época em que era âncora da rádio CBN), voltará ao comando do Clube numa outra situação bem mais favorável. Terá tempo para refletir sobre esse tempo nebuloso. E retornará bem mais calmo e sábio, usando verdadeiramente sua capacidade de administrador excepcional que poderá ser. Aprender com as intempéries faz parte do nosso processo de vida. Desde que para isso sejamos humildes e tolerantes. Forza Belluzzo!
Escrito por Cacá Fernando às 4h49 PM
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A MELHOR E A PIOR IMAGEM DO BRASILEIRÃO 2009
A última rodada do Campeonato Brasileiro demorou 1h10 minutos de emoção total a cada gol que Inter e São Paulo faziam em seus estádios. Isto porque no Maracanã o Flamengo perdia para o mistão do Grêmo por 1 a 0, drama que durou até os 25 minutos do segundo tempo. Falou-se durante toda a semana que o tricolor gaúcho entregaria o resultado para não dar o título a seu arqui-rival colorado, que venceu o Santo André por 4 a 1 no Beira Rio. Enquanto isso o São Paulo batia o Sport por 4 a 0 no Morumbi, três gols de Washington, e garantia de vaga na Libertadores de 2010. Melhor sorte não tinha o Palmeiras no Engenhão, que derrapava mais uma vez diante do Botafogo, tentando desesperadamente escapar do rebaixamento. O clube carioca venceu por 2 a 1 e se salvou. O Palmeiras foi uma grande decepção: o barco afundou na reta final do campeonato graças ao destempero do presidente Beluzzo, da briga de Obina e Maurício, das agressões das torcidas, de Vagner Love que não se enquadrou no elenco, assim como a falta de pulso de Murici Ramalho. No rádio, a Jovem Pan e a Eldorado comandavam a luta do rubro-negro carioca diante do tricolor gaúcho, enquanto a Bandeirantes centralizou em José Silvério as transmissões. Silvério ancorou os quatro jogos direto dos estúdios da emissora do Morumbi. Na TV a Globo e a Bandeirantes optaram pela transmissão do jogo do Botafogo contra o Palmeiras, pior caminho para os telespectadores nesta última rodada. Porém, foi de Ronaldo Angelim o gol da vidada do Flamengo sobre o Grêmio, roubando merecidamente o título que pertenceu ao Palmeiras, São Paulo e Inter ao longo do certame. Maracanã lotado e Flamengo em campo são espetáculos que só o Brasil tem. E o Mengo fez por merecer seu sexto título, graças aos craques Zé Roberto, Adriano e Petkovic e do técnico Andrade. Pet terminou a temporada como o melhor jogador do campeonato. Assim, o Grêmio não entregou o jogo, apesar de atuar com garotos – já que a diretoria liberou seus principais jogadores, antecipando as férias dos tricolores. Ou seja: o Grêmio perdeu para ganhar. Melhor: para não ajudar seu maior adversário, na maior rivalidade do país. E o Brasileirão 2009 terminou de maneira emocionante, garantindo Flamengo, Inter, São Paulo e Cruzeiro na Libertadores. Caíram para a Série B os times do Sport, Náutico, Santo André e Coritiba. O Fluminense que perdeu em casa no meio de semana para a LDU o título da Sul Americana com expulsão de Fred, empatou com o Coritiba no Couto Pereira por 1 a 1. Sorte do técnico Cuca que pegou o time mambembe depois de uma troca interminável de técnicos. Fred tornou-se o herói e símbolo de um momento histórico para o tricolor das Laranjeiras. Ao final do jogo, os torcedores do Coritiba invadiram o campo e tornaram o Couto Pereira uma praça de guerra. Toda sorte de objetos serviu como arma e terminou com um policial desacordado e estendido no gramado. Queriam agredir os árbitros e os jogadores do time carioca. A polícia mostrou-se despreparada e apanhou dos invasores. Não havia tropa de choque, e as imagens certamente irão circular o mundo, tentando provar que o Brasil não tem capacidade para ser o país sede da Copa de 2014. Uma vergonha e total falta de civilidade dos paranaenses tidos como “europeus”. Infelizmente, as imagens festivas do Maracanã foram rivalizadas com uma guerra sem fim. Lamentável, e o maior campeonato do país não precisava terminar desse jeito. Tivemos neste domingo a melhor e a pior imagem do Brasileirão 2009.
Escrito por Cacá Fernando às 7h22 PM
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FUTEBOL SE JOGA NA BASE DO CHUTE. LITERALMENTE!
Futebol se joga na base do chute. Literalmente. E o que nossos companheiros de rádio e televisão chutaram antes, durante e depois do sorteio dos grupos da Copa da África foi uma grandeza. O “achismo” é um dos combustíveis do futebol, o que permeia a conduta da imprensa (que se diz especializada) e do torcedor fanático. Não é proibido, mas é divertido. E quando estamos às vésperas da fase final de uma Copa do Mundo, tudo fica ainda mais interessante. Por exemplo: será que alguém poderia imaginar a facilidade monumental que o Brasil teve durante as últimas eliminatórias? Creio que não, e duvido que em agosto de 2007 alguém tenha arriscado que tudo seria uma moleza. Outro exemplo? Final da Copa de 98 na França – Brasil favorito. Pergunta: quem poderia imaginar que a poucas horas da decisão o atacante Ronaldo iria sair escondido num carro da concentração para tratamento de emergência. E que quase desfalcou a Seleção na decisão contra a França. O resto todo mundo conhece. Na prática, nenhum “achista” tem bola de cristal ou oráculos que garantam 100% as vantagens ou desvantagens de nossos adversários no grupo G do próximo Mundial. O Brasil começa contra a Coréia do Norte – país fechado sob todos os aspectos onde tudo é secreto. Fácil ou difícil? Depois pega a Costa do Marfim de Drogba, que vai lotar o estádio de vuvuzelas barulhentas colocando toda a África contra a nossa Seleção. Fácil ou difícil? E encerra a primeira fase contra Portugal, que não é a mesma equipe de Eusébio e companhia de 1966, mas que conta com os brasileiros Deco, Pepe e Liedson que tão bem conhecemos. Vale lembrar que na fatídica Copa da Inglaterra fomos desclassificados na primeira fase porque perdemos para os patrícios que desceram o cacete e quebraram Pelé. Pelo equilíbrio do futebol miscigenado de hoje em dia, não podemos destacar nenhum favorito (ou surpresa) em qualquer um dos grupos, nem dizer qual é o “grupo da morte”. Puro chute. Claro que nós que trabalhamos em televisão, numa emissora que mostrou as eliminatórias de todos os continentes, podemos até falar das seleções favoritas. Mas quando a bola começar a rolar na metade de junho do ano que vem, a história será outra. Sobre esse assunto, prefiro deixar para mais perto da Copa. Enquanto isso vou me divertindo com as botinadas dos companheiros. Com o maior respeito, claro.
Escrito por Cacá Fernando às 7h17 PM
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NA TERRA DO FOGO DE CHÃO, NEM TUDO ACABA EM CHURRASCO E CHIMARRÃO
Quinta-feira palpitante no futebol. Primeiro que às vésperas do sorteio de grupos rumo à Copa da África, ouço companheiros da imprensa arriscando palpites e tentando descobrir por puto exercício de achismo, quais serão os adversários do Brasil. Pior: com medo desmedido da França, nosso algoz de Copas anteriores. Devo tranquilizar a todos que se Brasil e França se enfrentarem em 2010, será o maior clássico de handebol da história, com Henry de um lado e Adriano de outro, dois craques da "mão leve". Outro assunto que aí sim me preocupa: a violência das torcidas do Palmeiras - que cobram bem mais que resultados do time. O que está por trás disso deveria vir à tona com esclarecimentos explícitos do presidente-filósofo. Se foi Beluzzo que começou a confusão (e as denúncias são gravíssimas quanto à participação do presidente que afinou diante das torcidas), ele que encerre o processo, para o bem de todos e o futuro da equipe em 2010. Terceiro assunto que quero palpitar: a expulsão do atacante Fred no jogo de ontem do Fluminense contra a LDU na decisão da Sul Americana. A torcida tricolor invadiu o Maracanã num espetáculo maravilhoso, acreditando numa virada histórica por causa da goleada por 5 a 1 sofrida no Equador. A LDU jogava com dez pois um jogador havia sido expulso, e o Flu vencia por 3 a 0. Faltava um gol para levar o jogo à prorrogação. Numa jogada burra de Fred, o atacante - responsável por tirar o time carioca da zona de rebaixamento no Brasileirão, fez uma lambança histórica, ao gritar com o juiz e pior, acertá-lo com a cabeça. Deu uma de Zidane na final da Copa de 2006. Ou daquele goleiro que defende tudo até os 44 do segundo tempo, e toma um peru antológico no minuto final. Pena mesmo, pois torcia para que o técnico Cuca finalmente saísse do ostracismo de títulos. E para encerrar, o caso Grêmio. Os sites das torcidas do tricolor gaúcho estão induzindo desde domingo passado para que o time perca o jogo contra o Flamengo no Maracanã, e possa comemorar - abraçado ao rubronegro carioca o título da temporada 2009. É triste mas é verdade. Não que o Grêmio morra de amores pelo Mengo, mas odeia mortalmente seu rival Inter, que pode ser campeão se vencer o rebaixado Santo André, desde que o time carioca perca no Maraca. Noticias do Sul dão conta que os jogadores já estão de férias e o tricolor usará apenas reservas. Em suma: na terra do fogo de chão, nem tudo acaba em churrasco e chimarrão.
Escrito por Cacá Fernando às 12h28 PM
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DIEGO SOUZA E O GOL QUE PELÉ NÃO FEZ
Quando Pelé, do meio campo, percebeu o goleiro Viktor adiantado, foi num átimo de segundo que tudo se resolveu. O crioulo bate de primeira, numa distância de 50 metros aproximadamente, o suficiente para arrancar suspiros dos torcedores que acompanhavam assombrados a trajetória da bola em forma de parábola (ou seria hipérbole?) em direção ao gol da Tchecoslováquia. E por ironia do destino, que vendo o desespero do goleiro partindo em direção à bola, que os deuses do futebol tiveram clemência e sopraram juntos para que a redonda se desviasse, e caprichosamente saísse pela linha de fundo. Viktor estava salvo, perdoado de todos os seus pecados. O Brasil ganhou aquele jogo da Copa de 70 em Guadalajara no México por 4 a 1. Mas poderia ter sido de cinco, se este momento antológico redundasse em gol. Quase quarenta anos depois, o atacante Diego Souza fez o que o Rei não conseguiu, em pleno jardim suspenso de Parque Antártica. Aos 16 minutos do primeiro tempo, jogada rápida de Vagner Love. O goleiro Carini rebate e a bola vai pelo alto até o meio de campo onde está Diego Souza, que sem deixar a bola pingar no chão bate de chapa, de primeira, e a bola descreve a mesma parábola (ou seria hipérbole?), desta feita indefensável para o goleiro do Atlético Mineiro. Diego Souza merece uma placa, um troféu, uma estátua pelo gol raro. Então anote aí em seu diário: 29 de novembro de 2009 foi o dia em que Diego souza do Palmeiras fez um gol de Pelé. Ou melhor, um gol que nem Pelé conseguiu fazer.
Escrito por Cacá Fernando às 11h55 AM
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TOMA QUE O FILHO É TEU PARTE DOIS
A penultima rodada do Campeonato Brasileiro que eu apelidei de "toma-que-o-filho-é-teu" foi emocionante. Assisti os jogos em quatro monitores diferentes na sede da Rede Bandeirantes e senti a agitação dos companheiros, tordedores de São Paulo, Flamengo, Corinthians, Palmeiras e Internacional. Antes do inicio dos jogos, todos marcados para o mesmo horário, o São Paulo liderava com 62 pontos, como o Flamengo em segundo com 61, o Inter em terceiro com 59 e o Palmeiras em quarto também com 59. Ao final das partidas, Flamengo assumia a liderança com 64, Inter foi para o segundo lugar com 62 ao lado de Palmeiras e São Paulo. O Flamengo sem Adriano venceu o Corinthians em Campinas por 2 a 0, gols de Zé Roberto e Léo Moura de penalti. O Inter foi a Recife e bateu o Sport por 2 a 1 de virada. O Palmeiras venceu em casa o Atlético Mineiro por 3 a 1. E o São Paulo foi goleado pelo Goiás por 4 a 2. O tricolor paulista agora caiu para a quarta colocação. O campeonato de pontos corridos está fantástico, mas há quem não goste do formato. Fazer o quê? Para a última rodada no proximo domingo dia 06 de dezembro, o Flamengo que só depende dele e enfrenta o Grêmio. Se o tricolor gaúcho vencer, acredite, favorece o arqui-rival colorado que pega o Santo André no Beira Rio. Coisas do futebol! E neste caso - para quem conhece a rivalidade das equipes gaúchas, não há mala preta ou branca que resolva. Deve mandar juvenis para enfrentar o rubro negro carioca. O Palmeiras vai ao Rio pegar o Botafogo no Engenhão. E o São Paulo que não depende mais dele joga em casa contra o Sport. Como tudo é incerto neste campeonato, neste momento eu não me arrisco a apontar favoritos...
Escrito por Cacá Fernando às 7h21 PM
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EM 2010 A GENTE SE VÊ POR AQUI
Esta semana foi revelada uma das grandes atrações do próximo ano. Não estou falando de Jogos Olímpicos de Inverno ou da Copa do Mundo da África do Sul. Falo da abertura da temporada 2010 da Fórmula Indy num circuito de rua em São Paulo. Agora, além da Fórmula Um em Interlagos, a capital mais rica do estado mais rico da Federação será uma das poucas no mundo a abrigar as duas maiores provas do automobilismo no calendário mundial. Tão logo a Band – detentora dos direitos exclusivos de transmissão anunciou o evento, fiquei pensando no melhor local que tivesse infra-estrutura adequada sem atrapalhar ainda mais o tão tumultuado trânsito da cidade-do- não-trânsito. E minha idéia bate em cheio com as primeiras especulações: Zona Norte, Anhembi e Campo de Marte. Freqüentei por dois anos diariamente a região quando fazia o serviço aéreo no helicóptero das rádios Globo-CBN. Não há lugar melhor para a bagunça de uma prova de rua. É possivel que os dois locais sejam interligados, aproveitando-se o retão do Sambódromo e suas arquibancadas, com a pista dos jatos executivos. Há três anos os carros da fórmula Renault corriam pelas avenidas à beira mar de Vitória. Este ano a Stock Car inaugurou uma pista de rua no centro administrativo de Salvador na Bahia. Mas nada se compara à corrida que transmiti pela Band em 2006 na Cidade Baixa da capital da baiana. Foi algo único no país, onde 200 mil pessoas se espremeram nas barreiras e alambrados montados ao redor do Mercado Modelo. O maior público de automobilismo já registrado no Brasil. E para a prova da Indy que acontecerá em São Paulo logo após o carnaval, além de toda a emoção que a população poderá sentir ficando bem próxima aos carros que passam a 350 km por hora, poderemos ver pela primeira vez em solo tupiniquim o melhor piloto brasileiro pós-Senna. Estou falando de Hélio Castro Neves, por três vezes campeão da prova mais importante do mundo em Indianápolis. E três vezes boicotado pela principal emissora de televisão do país. Pergunta: será que em 2010 a mesma história irá se repetir? Ou finalmente o apresentador William Bonner irá anunciar em alto e bom som no Jornal Nacional, este que desde já pode ser considerado o maior evento esportivo do Brasil? Vamos aguardar. E parodiando a Globo, a gente se vê por aqui...
Escrito por Cacá Fernando às 9h56 PM
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TOMA QUE O FILHO É TEU. E QUEM LEVA O CAMPEONATO?
Curioso este Campeonato Brasileiro de 2009. Ao contrário dos anos anteriores, desde que o sistema de pontos corridos foi implantado no inicio dos anos 2000, ninguém deslanchou o suficiente para garantir o título por antecipação. Como disse hoje o colega Joelmyr Beting, não é um “campeonato de pontos corridos, mas sim de pontos parados”. Bela definição. O carro que deveria levar o time ao titulo do Brasileirão 2009, empacou no meio do caminho, a poucos metros da linha de chegada. A verdade é que ninguém quer levar a taça pra casa. Quando todos apostavam as fichas no Palmeiras, o time palestrino implodiu, ou melhor, se auto-destruiu. Há muito tempo não se via algo semelhante: juiz roubando, presidente do clube brigando, jogadores se estapeando. E o técnico completamente perdido, sem ter o que fazer. Na ordem dos nomes: Carlos Simon (o juiz), Belluzo (o presidente), Mauricio e Obina (os jogadores) e Muricy (o técnico). Com o “Azulão de Parque Antártica” fora da briga, a disputa ficou centralizada entre duas equipes do eixo Rio-São Paulo. Os times de São Paulo e Flamengo parece que disputam o torneio Roberto Gomes Pedrosa, que colocava frente a frente os times dos dois estados rivais nos anos 60. E com uma diferença: ninguém quer assumir a paternidade do título deste ano, nem com DNA. Explicar para um estrangeiro a atual situação seria no mínimo bizarra. Ontem o São Paulo foi atropelado pelo Botafogo, time que tenta fugir do rebaixamento, com atuação destacada do garoto Jobson do time carioca. Final no Engenhão: 3 a 2. Então, as atenções passaram para o outro lado da Cidade Maravilhosa onde jogariam Flamengo e Goiás. Maracanã lotado com 90 mil rubronegros alucinados e a magnética provocando o maior show do ano nas arquibancadas. O Mengão só dependia dele para passar à liderança da tabela. E os flamenguistas voltaram cabisbaixos para casa, decepcionados com o baixo rendimento do time que não saiu do 0 a 0. O artilheiro Adriano, bem marcado, sucumbiu. Sinal claro que soberba e futebol não combinam, provando que não é recomendado comemorar vitória antecipadamente. Agora faltam apenas duas rodadas, e a diferença que separa o São Paulo líder do Flamengo em segundo lugar é de apenas um pontinho. Domingo às 17hs o time carioca enfrenta o Corinthians em Campinas; e o São Paulo pega o Goiás fora de casa. Na última rodada, o São Paulo enfrenta o Sport, time rebaixado para a Série B, enquanto o Flamengo pega o Botafogo no clássico carioca no Engenhão. Só falta agora o Internacional, terceiro colocado na competição e a três pontos do líder, ultrapassar os dois primeiros e chegar ao título. Desde que o colorado gaúcho aceite o título como filho legítimo.
Escrito por Cacá Fernando às 2h45 PM
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